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OTIS JUNIOR & DR. DUNDIFF : "1MOMENT2ANOTHER"

Francisco Espregueira

A editora alemã Jakarta Records manda "mundo fora" mais um pedaço de ouro com o EP "1moment2another". Vocal muito colaborativa de Otis Junior ritmada pela onda jazzy das batidas de Dr. Dundiff. Aliás todo o instrumental é da autoria de Dundiff... faltava-lhe a voz. A perfeita.

Otis Junior & Dr. Dundiff - "Me vs. Me"

Juntam-se em Janeiro deste ano, gravam o EP ao longo de um mês, a Jakarta - que mais uma vez mostra que tem a audição no ponto - dá uma checkada e... feito! Record Deal. Ao alcance dos talentosos. Aplausos para Dr. Dundiff que soube esperar pela voz. A perfeita.

THROWBACK : #4

Francisco Espregueira

Mais duas capas directamente para estas paredes pretas enfeitadas por giz de várias cores... Este Sótão não é só meu. É das minhas irmãs, das minhas primas, das minhas tias. Lembro-me de abri-lo pela primeira vez e do excitamento em descobrir a porta por detrás do armário. Com elas. Mulheres. Eu rodeado delas. O único.

Sinto o flow de Jill Scott quando "A Long Walk" começa e toda aquela letra me sai pela boca. É como se ela tivesse a cantá-la para mim, a observar-me carinhosamente e a descrever-me. A fazer planos comigo. Modéstias à parte.

Em "Bag Lady" fico fascinado com as mudanças de ritmo comandadas pela voz, suspiros e atitude de Badu. Fascinado. Quando ouvi aquela voz, quando vi aqueles olhos claros, quando senti aquela atitude. Tenho tanto de Badu em mim. Minha paixão... Diva.

Erykah Badu - "Bag Lady" de "Mama's Gun" (2000)

Jill Scott - "A Long Walk" de "Who Is Jill Scott? Words And Sounds Vol. 1" (2000)

MOZAIC : "I-95"

Francisco Espregueira

De "I-95" fiquei com as brisas quentes e húmidas dos fim-de-tardes tropicais que vivi... Os finais de dia com sentimento de dever cumprido em relação ao que faço da vida, segurando uma cerveja cuja frescura se vai perdendo rapidamente. Para Mozaic, "I-95" é a jornada desse ano de 2014 que o levou da escuridão à luz.

 

Descobri-o no Sótão, há um ano e meio atrás. Nas minhas rotinas diárias e nocturnas, carregadas de uma ressaca doce de um Sudeste Asiático que mexeu comigo e dessa brisa que ainda batia na minha cara.

Mozaic - The Tropics

When I hear music, I see pictures, stories, moments. Then I take what I see, create it, and own it.
— Mozaic

As minhas três favoritas do álbum aparecem seguidinhas... a nona, a décima e "The Tropics", aí em cima. Jóia. Na lista, adiciono-lhes um arranjo de "Cha Cha", porque os trópicos chamam-me de novo e eu vou ter com eles.

PLAYLIST #40

Francisco Espregueira

Relaciono o que ouço com o que vivo, e tenho a boa tendência para me lembrar de quem me mostrou que faixas, ou daquilo que me levou a descobri-las. Muitas vezes, também, do lugar onde estava quando tocaram... Normalmente é aqui mesmo. Ligo o aparato eletrónico todo e relaxo de noite. Um momento meu, diário e nocturno.

Esta está uma misturada de coisas que me passaram, coisas que descobri por mim, lugares onde estive. Sempre nas do ondas hip-hop característico deste meu, e vosso, Sótão. Aquilo que vivi esta semana numa lista.

As minis no frigo.

MILES DAVIS: REINVENTADO

Francisco Espregueira

A curiosidade que me invade em ouvir "Everything's Beautiful"... O álbum, que sai a 27/05, surge do atrevimento de Robert Glasper em pegar nas cassetes perdidas de um dos maiores ícones de sempre da música afro-americana, Miles Davis. A missão tem tanto de heróica como de arriscada.

Com colaborações vindas do além, o produtor americano juntou Miles aos artistas que, com certeza, ele gostaria de trabalhar se estivesse vivo. Badu, Stevie, Bilal, entre outros. Dada a explicação, faço uma pausa para me babar...

Based on Miles. Based on Miles vision. Based on Miles trumpet. Based on Miles voice. Based on Miles compositions... Based on Miles swag.
— Robert Glasper

Miles Davis, Robert Glasper, Bilal - Ghetto Walkin'

Miles Davis, Robert Glasper - Violets (feat. Phonte)

Depois de ouvir em repetição as duas aí em cima entrei num alvoroço... Não sei bem explicar mas por um motivo qualquer pensava que já não tinha uma das minhas faixas favoritas. Daquelas favoritas desde sempre. Daquelas que chamo minhas! O meu som!

Estava no metro e precisava de ouvi-la... com aquela atitude tipo: "Senão tiver esta ***** aqui sou o maior nabo de sempre!". Rápido, rápido pelo iPod e... intacta. Minha. A letra veio-me à cabeça, como se não tivesse passado tempo nenhum desde a última vez que a ouvi. Mais do que isso a batida e Miles, na trompete. Lendário.

Miles Davis feat. Rappin Is Fundamental - The Doo-Bop Song (1992)

PLAYLIST #39

Francisco Espregueira

E se começar do fim? Do Sótão pró infinito, 7 é perfeição, etceteras...

Esta #39 é virtuosa. No fim, como quem passa aí no Sótão sabe, é ritmos faveleiros. Daqueles, sabes? x's e não digo mais nada. Jay Prince é meloso e espiritual... de olhos fechados sabe melhor. Lou Phelps, irmão de KAYTRANADA, é para me rir contigo! "RENT IS DUE", yo!! Isto porque as conversas mais sérias foram desparecendo depois da "Sky's The Limit" do Biggie Smalls, reinventada por esses gajos: Funky District. Mas até estávamos a falar de coisas tão interessantes... Senão fosses capaz disso não estavas aqui, né? Se bem me recordo, antes tocou a "Dreams". E antes dessa... E antes dessa???

Essa primeira. Play that shit, "Shake That Swing".

THROWBACK: #3

Francisco Espregueira

Hoje peguei no iPod e parei na letra M. Lá estavam... seguidinhos. Ouvi as minhas preferidas de cada um. Primeiro, Music Soulchild e, depois, Myron. Ordens alfabéticas e tal. Mesmo feeling, mesmo estado espírito. Falam-me na mesma língua, sinto-as nos meus pensamentos mais profundos. No tom que só eles sabem, dizem coisas que só eles podem. No fundo, porque ouvi estas já tantas vezes, também as sei. Mas só se eles aparecerem como música de fundo. Os filmes têm sempre de ter bandas sonoras.

De 00' saco da cartola Musiq Soulchild, "Just Friends". Ando três anos para trás, para o artista seguinte da letra M, e lá está Myron. "We Can Get Down". Era pródiga de ritmos nesta onda.

Mas as coisas que eles dizem... "Dolce Gabbana baby... any time you want it baby". Derreto-me.

Musiq Soulchild - Just Friends (2000)

Myron - We Can Get Down (1997)

IAMNOBODI

Francisco Espregueira

Sempre com a sua imagem de marca bem definida, IAMNOBODI ressuscita nas colunas do Sótão. Durante a semana, com companhias perfeitas, foram várias as vezes que me sentei a ouvir estas batidas cheias de onda e profundidade! "Imani" é o novíssimo EP do produtor alemão, que sendo fiel ao seu estilo, leva-o rumo ao infinito... Eu, pelo menos, comprometo-me a partir daqui, ao estilo de um profeta, a passar a palavra. Este é para brilhar, vos garanto!

Nunca tinha escrito sobre este tipo e sobre o seu super poder que se activa nas suas produções. Apesar de ter indo postando, de tempos em tempo, pequenos pedaços de ouro nas playlists semanais, é com a chegada de "Imani" que fico sem opção... Entre a espada, de escrever sobre ele, e a parede, de ter que escolher umas músicas de aperitivo, deixo as duas que tiveram mais poder em mim... aquelas que me puseram ao largo de mim mesmo. Adiciono "27" para abrir ainda mais o apetite!

IAMNOBODI... é cara chapada deste Sótão!