Content - o sótão

Contact Us

Use the form on the right to contact us.

You can edit the text in this area, and change where the contact form on the right submits to, by entering edit mode using the modes on the bottom right. 

Rua Álvaro Gomes, 89, 4º Esq
Porto
Portugal

+351916574834

Webmagazine and record label on underground house music & contemporary jazz. We're about music released by independent artists and labels.

Content

Daily Magazine on Underground House Music, Broken Beat, Contemporary Jazz & Soulful Vibes

playlist #74

Francisco Espregueira

Domingo dedicado ao equilibrio e à arte das batidas por minuto baixas. Baixas e preenchidas com baixos que serpenteam as sete faixas desta #74. Vozes de mulheres em bases de homens Pares e pares de histórias de amor em ritmos tão penetrantes.

Mais luz para estes nomes, mas não demasiada para que não saiam do seu contexto. E da mood que impõem.

s. fidelity : "a safe place to be naked"

Francisco Espregueira

“A Safe Place to Be Naked” é o debut do produtor alemão S. Fidelity que será colocado live no próximo dia 5 por uma das mais conceituadas editoras, que constatemente marca presença neste blog por via dos seus sublimes artistas: a Jakarta Records. Com 12 faixas, o álbum captura a busca incessante de S. Fidelity por novos sons, elaborados minunciosamente durante os últimos dois anos. Evoluindo dentro do seu estúdio improvisado numa cave em Berlim, tem lançado projetos colaborativos, nomeadamente "Sidekicks" com o seu comparsa Bluestaeb.

Juntando em "A Safe Place To Be Naked" artistas como Tru Thoughts, Harleighblu e o grande JuJu Rogers, a obra fala numa voz distinta... samplada, trabalhada... por vezes distorcida, acelerada ou abrandada, mas sempre presente.

Do Sótão pró infinito, com um cheirinho de S. Fidelity aqui em baixo:

notas

Francisco Espregueira

Dedicada aos aficionados de eletrónica edificante.

"Neighbourhood" de Siggatunez define o tom. O seu EP, com o mesmo nome, tem um estilo distinto que combina na perfeição sketches de samples com potentes batidas, notas de sintetizadores e sólidos fundamentos das baixas frequências do deep house.

Emoção progressiva construída passo a passo por Sacamano. "If You Wanted Me" é uma balada primaveril nas bases da faixa acima descrita. Traz para cima da mesa essa emoção que finalizaria em beleza noites, flings, relações, momentos... Ou entãoa memória de tudo isso em cinco minutos e meio. Melancolia.

Mas há mais. E esta é essencial. Loure - "In The Evenings" é abordada por Hidden Spheres com amor e sabedoria. A descrição de "Noire & Blanche", o EP onde se inclui esta faixa, retrata na perfeição o tom das presentes notas. Segue em baixo, junto com a música. Esta, que não tem voz, fala connosco.

"The beachfront was the place to hang as the sun dipped beneath the horizon. The shadowy figures were dotted in clusters up and down the pier as they smoked in the warm night air. In the evenings there was very little to do around these parts but drink and dance, perhaps move a little under the flickering spotlights of some sleazy nightclub. The summertime madness engulfed this place with a progressive sense of purity and freedom. Hedonism, decadence galore."

ol' burger beats : "mind games"

Francisco Espregueira

Norwegian producer and beat maker. Jazzy sample-based hip hop music.

Ole-Birger Neergård é Ol' Burger Beats. A descrição acima, simples e seca, não revela o talento do tipo. Mais um membro da colectividade Norueguesa, Mutual Intentions, que parece ter descoberto a pólvora. Nesta juntam-se nomes e gentes de classe como Ivan Ave, Fredfades, Yogisoul, entre outros. Fui sempre falando destes tipos ao longo dos dois anos de blog, e então nunca deixaria fugir este "Mind Games", que sairá para o infinito nas próximas semanas.

Ivan Ave na introdução que faz ao álbum diz coisas que me enchem. Fala deste trabalho desconcertante de um produtor que escuta os detalhes nas músicas, que se cultiva com coisas feitas muito antes de ter nascido, que busca nas prateleiras, que muda o vinil para o lado b... As perguntas sobre será que este beat encaixa nesta piano? Será que eu consigo juntar estes dois sons? Diz Ave, que o processo criativo certamente nos deixará de pé até tarde "considering… contemplating… calculating…". Lembrei-me da primeira música de "Pratica(mente)" de Sam The Kid...

"Após longas e repetidas noites de agitação,
o resultado surge... emergente
Esvai-se a permanente inquietação...
Entretanto, Sobretudo, Praticamente"

E é assim. De um momento para o outro o casamento perfeito dos elementos. De um momento para outro, a viagem pelo tempo de uma nota de piano tocada nos anos 50' que se junta a uma batida pensada ao pormenor por um produtor que percebeu aquilo tudo, antes de toda a gente. Esse produtor hoje é Ol' Burger Beats - criando com mestria a base onde nomes novos e conhecidos vão passar as suas palavras.

As três que se seguem para voçês, enquanto as escuto. Em modo replay e com a mão na consciência.

In the midst of these mind games that could never be true
If you really love yourself then you would tryin’ be you

playlist #73

Francisco Espregueira

Com uns dias de atraso, após problemas com o player do soundcloud. Teria que deixá-la ver a luz da lua que enche a noite. Hoje. Hoje, que a trovoada tropical irrompe.

Duas partes.

A primeira tem o formato habitual de 7 faixas. Quase 24 minutos daquilo que de melhor se faz nas sombras da ribalta. Estas músicas nunca foram feitas para tocar nas rádios e nunca lá chegarão. Tocarão nesses "sótãos" mundo fora.

Sylvan LaCue, Lou Phelps, BiigPiig, Talos - com a voz de Poppy Ajudha a dar sabor -, LEKAN, Fat Jon, Sansai. Na meia luz do Sótão, na meia luz da ribalta. Sem mais, nem menos.

A segunda parte do fim de semana foi dedicado por exclusivo a este momento sublime de Noname. As sessões acústicas da NPR têm mostrado muitos artistas e muitos momentos deliciosos. Este aponta directo ao coração.

Mind is racing
I’m inside my car
Opportunity gon’ take me far

Mind is racing
On this empty road
Waitin’ for my story to unfold

vhoor

Francisco Espregueira

Então bota dizendo que ama

Vítor Hugo, da linda cidade de Belo Horizonte, é VHOOR, um dos artistas da nova onda de sonoridades que reinventam o Baile Funk brasileiro que mais promete. Tudo é consistentemente maravilhoso nas suas produções - que vão aparecendo a um ritmo alucinante no soundcloud diretamente para as colunas do Sótão. Nos detalhes faz a diferença.

Variando entre as abordagens suaves e pesadas a este trap tropical, as suas faixas têm vindo a ganhar reputação na rede de artistas do género. Com a atenção que recai sobre VHOOR a crescer, chegou a altura de, no Sótão, o escutarmos.

As músicas selecionadas para a lista mostram este movimento no seu melhor. Nas batidas pesadas, nos ritmos tropicais, nas palavras explicítas.

O seu mais recente EP "Vilarinho", lançado pela coletividade SOLTA, mostra a versatilidade do seu reportório. Para escutar, aqui fica: VILARINHO

E mais VHOOR?

notas

Francisco Espregueira

A produção de Ol' Burger Beats encaixa na perfeição aqui. Oliver The 2nd abre a faixa falando profundamente... mas quando entra Ivan Ave já sei que ele vai falar a minha língua. Enquanto escuto-o atentamente, percebo que diria as mesmas coisas caso tivesse aquele piano a tocar por trás.

They talkin’ bout i should try this and try that
I’m thinkin’ y’all should try see in balance,
tryin’ to give birth to a classic, while your mind unravellin’,
hmm.

O mais recente show da COLORS BERLIN deu a conhecer o londrino Benny Mails. Na pessoalíssima "My Mantra", vejo-o a abrir-se. Não me deixo enganar pelo seu aspeto, tão distinto daquilo que normalmente trazem as ondas de hip hop. O flow está lá. E de dentro para fora, this is the sound of a heartbroken rapper...

alfa mist : 'antiphon'

Francisco Espregueira

Ao piano, as composições de "Antiphon" abrilhantam o que rodeia. Denso, sombrio, palpitante. Uma agridoce melancolia que é deixada em 8 longas faixas cheias de jazz com toques aqui e ali de hip hop e soul, a fazerem lembrar o mestre Robert Glasper. Criado à volta de conversas que nutrem a alma, Alfa Mist mistura neste álbum, verdadeiramente poderoso, as suas influências.

De "Antiphon" retiro para aqui as três que mais marcaram as primeiras audições, sabendo que o valor do mesmo está na reprodução ininterrupta das oito músicas que o compõem. A primeira introduz o estilo transversal ao álbum, com a melancolia, tão sua, presente em dez minutos edificantes. "Keep On" leva a que, na minha imaginação, chova lá fora e que as gotas escorram pela janela...

"Potential" segue uma conversa que aborda família, relações e crescimento pessoal. O instrumental tem umas vozes que vão acentuando a emoção enquanto a escuto. Essa já tem um lugar aqui neste Sótão... Para que não me esqueça de voltar a ela. A sexta, "Kyoki", é companhia para a alma vagabunda, que se arruma pouco a pouco, enquanto toca. Outro exemplo de harmonia irrepreensível entre os instrumentos.

Com um belíssimo "Antiphon", Alfa Mist chegou-me para os últimos dias, sabendo que muito haverá por descobrir nos cantinhos das suas composições. Em baixo a totalidade de um dos melhores álbuns que tive a oportunidade de ouvir desde o início do ano. Enjoy.

playlist #72

Francisco Espregueira

FloFilz a abrir e a fechar. Esta semana teve a sua forte influência. O resto segue nas mesmas ondas do Hip Hop intrumental. Os gigantes Alfa Mist - que tem aqui o ponto alto do seu novo álbum, "Potential" - Wun Two e Twit One. Junto-lhes os Yancey Boys e Princess Nokia que me foram sopradas gentilmente ao ouvido...

A #72 está no ar.