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Daily Magazine on Underground House Music, Broken Beat, Contemporary Jazz & Soulful Vibes

CARLOS

Francisco Espregueira

A mistura do hip hop e do baile funk está de volta. Essa conjugação perfeita, carregada de calor e sensação... Antes tinha falado de Sángo, mas hoje o Sótão faz a ligação mesmo no Rio de Janeiro para falar de Carlos. Carlos do Complexo.

"Complexo" (mixed & mastered by Carlos) é tudo aquilo que eu poderia imaginar. Um álbum conceptual que nos leva para dentro das favelas do Rio, pintando nas paredes do Sótão o calor, o atrevimento, a sensualidade e a intensidade da cultura "baile funk". Nos últimos dias, nessas colunas, tem sido Carlos. Tem sido "Complexo" e as 10 músicas que o compõe.... tocando da primeira à décima, sem interrupção, assim como deve ser.

O link do álbum (que coloco aí de novo) é obrigatório, mas há mais para ser ouvido. A lista aí em baixo leva outras que me entraram nos ouvidos e ainda não saíram. Play, play, play!

Do Sótão pró infinito... passando pelo lindo Rio de Janeiro, para levar Carlos e o "Complexo" connosco.

PS: Estes 21 minutos da parceria com Sángo é, também ela, imperdível: fica aqui!

PLAYLIST #16

Francisco Espregueira

Os mecânicos de Liên Son, no meio das montanhas do Vietnam

A #16 está com groove! 

Abre e fecha com produções de Amerigo Gazaway, mixando os Jurassic 5 e juntando Mos Def (Yasiin Bey) e Marvin Gaye. Com "Pôr-do-Sol" de Keita Mayanda, foco num dos nomes que sigo do hip-hop lusófono... Linda música, linda letra. Mas todas elas valem o clique.

O groove está com a #16!

ÁLBUNS COM PÓ #2 // COMMON - "Like Water for Chocolate"

Francisco Espregueira

Common - Like Water for Chocolate (2000)

Common - 5. The Light

Uma semana depois, andamos 7 anos para a frente e limpamos o pó a um dos álbuns que faz parte de uma restrita colecção dos "Soulquarians", uma colectividade completamente "all-star", formada por vários artistas de renome da cena hip-hop e soul da altura. Os membros deste grupo viriam a se juntar nos vários álbuns de cada um, durante um certo período, fosse para produzir, fosse para tocar um instrumento, fosse dar um back vocal ou mesmo só para dar aquele toque inspirador. Falamos, e atenção pois vão ficar surpreendidos com tanto talento junto, de: 1, J Dilla (Slum Village); 2, Questlove (The Roots); 3, D'Angelo; 4, Erykah Badu; 5, Q-Tip (A Tribe Called Quest); 6, Mos Def; 7, Talib Kweli; 8, Bilal... Chega? Ah! Falta o Common, claro. E não digo mais nada. "All-fucking-star".

Common - 9. The 6th Sense

Entre 99' e 00', o lugar é Electric Lady Studios em Nova Iorque, e Common vai criando "Like Water for Chocolate", enchendo o estúdio com um conteúdo de letras cheias de africanidade, a começar logo na primeira que é um tributo a Fela Kuti. "Time Travellin'". Quem diria, numa era em que a música já ia mudando bastante, que o primeiro sucesso comercial de um artista iria ser um álbum que toca na consciência social? Impossível hoje, 15 anos depois? Muito provavelmente... Há coisas que se perdem.

Common - 11. Nag Champa (Afrodisiac for the World)

Há dois elementos que, quanto a mim, fazem muito daquilo que este álbum é: Questlove, produtor executivo, toma o controlo da bateria e J Dilla produz grande parte do álbum. Estes dois elementos, em fases de completo apogeu em termos de inspiração (Questlove vinha de "Things Fall Apart" e Dilla de "Fantastic Vol. 2"), dão algo que mais ninguém conseguiria dar. A sua individualidade está lá. A tal marca. Aquela que devia ser registada. E D'Angelo é fundamental a dar o toque temático no álbum. Genial, acabadinho ter lançado "Voodoo", um dos melhores álbuns de sempre, 

Common - 12. Thelonious (feat, Slum Village)

Este "Like Water for Chocolate" fica para história. 1h18m que passam a correr...  Tudo está perfeito. A letra, a música, a concepção, os detalhes... Não me cansarei de recomendar o play em qualquer um desses vídeos. Que vos abra o apetite, como abriu a mim. Este toca e eu estou no paraíso.

É muito difícil escolher só quatro. Muito difícil. Aí está a segunda edição dos ÁLBUNS COM PÓ no Sótão!

PLAYLIST #15

Francisco Espregueira

Esos Ojos

Com a excepção da primeira, nesta Playlist #15 é tudo novinho em folha. Começando por um dos rappers que mais tenho ouvido ultimamente, Dom Kennedy, passando por uma das incríveis músicas do novo álbum de Statik Selektah. 

The Game com "100 (feat. Drake)", uma das boas novidades dos últimos tempos é a terceira. Depois peço a ajuda de Esta. para mudar o ritmo e trazer batidas mais eletrónicas, sem nunca perder de vista o hip-hop com Illa J (irmão mais novo de J Dilla) e The Internet, colaborando com um dos nomes do momento - Kaytranada, no seu estilo inconfundível - a terminarem a #15.

Bom fim-de-semana!

SCIENZE

Francisco Espregueira

Natural de Brooklyn, New York, ScienZe vive na música. Num mundo cão competitivo, o mundo que existe na música actualmente,  ainda assim vamos encontrando quem coloca, para toda a gente ver, a sua arte. The craft, you know? Sem olhar pelo canto do ombro, ScienZe já tem uma discografia respeitável, e o Sótão dá especial destaque ao álbum "Ella", conceptual sobre aquilo que é apaixonar-se por alguém e todos os altos e baixos que isso pode trazer...

ScienZe - No Pressure (When Skies Fall, 2011)

E é em "Ella", de 2013, que foco neste post, que conta esses topos e esses baixos com uma positividade que transborda... na letra e na entoação. Este é, com certeza, um dos meus álbuns favoritos daquilo que está acontecer agora no hip hop... raro. Vale a pena o clique nas quatro aí em baixo e também aqui neste vídeo do lado direito... No Pressure.

Do Sótão pró infinito. "Ella" by ScienZe.

ÁLBUNS COM PÓ #1 // SOULS OF MISCHIEF - "93 'TIL INFINITY"

Francisco Espregueira

Do Sótão pró infinito.

Normalmente digo isto no fim do post. Hoje digo-o no início.

Para quem acompanha o blog e me pergunta de onde isso vem... bom... vem daqui. "93 'til Infinity" é, antes de mais, duas coisas: primeiro um dos grandes álbuns de hip hop dos anos 90'; segundo uma das melhores músicas de sempre desse género. A música, que deu nome ao álbum é, provavelmente a minha música preferida, desde há algum tempo. Dela tirei a ideia de acabar os posts com a frase que também marca este Sótão. Pró infinito. Mal escrito? Sim, bahhh... não interessa!

Souls of Mischief - 2. Live and Let Live

Esta é a 1ª edição dos Álbuns Com Pó, com a finalidade de apontar a luz e passar a mão por antigos discos e cd's que deixaram aquela especial marca®. Principalmente em mim, né? "93 'til Infinity", dos Souls of Mischief, explora batidas com um baixo potente e samples de jazz e funk que andaram, também elas, bem escondidas por baixo de camadas de pó, nos Sótãos por esse mundo fora. Quiçá mais importante que isso explora temas que naquela altura pareciam perder-se no movimento americano de hip hop, mais concretamente, o associado à West Coast.

Souls of Mischief - 11. Make Your Mind Up

No auge da era G-FUNK, gangsta, thug, whatever, whatever, que surgia na costa Oeste dos EUA, era lançada esta obra prima que decide rumar pelo chill, pelo smooth... pela rotina do dia-a-dia dos seus protagonistas oriundos de Oakland, que falam cara-na-cara de cenas reais. Essa facilidade em chegar ao ouvinte (até a mim, que sou um orgulhoso portuga que cresceu entre Leça da Palmeira e a Foz do Douro) aliado a uma incrível construção das músicas e à sua sonoridade, fazem deste álbum um daqueles que toca, toca, toca... e coisas novas surgem, e músicas crescem em nós, e tornam-se favoritas para meses mais tarde serem trocadas por outras, exactamente do mesmo álbum. É daqueles. ®. Outra vez, marca registada.

Souls of Mischief - 8. 93 'til Infinity

Mas a minha... A minha favorita... A que faz os meus olhos brilhar... é isso mesmo, a menina dos meus olhos(!): "93 'til Infinity". Fica aí junto com outras desta masterpiece.

This how we chill from 93 'til...

PLAYLIST #14

Francisco Espregueira

SaigonCafé - Nhà Nghi. Mui Ne, Vietnam

Viajar não tem como objectivo partir do ponto "A" para chegar ao ponto "B", é a linha que junta as duas letras que conta. E a música que nos acompanha na viagem, ajuda a que essa linha seja especial.

Playlist #14, para quem gosta de viajar. Do Sótão pró infinito.

SLUM VILLAGE

Francisco Espregueira

Uma das maiores influências, talvez a que marca mais vezes presença no Sótão, é a que J Dilla imprimiu no hip hop e no movimento neo-soul de fins dos anos 90' e inícios de 00', não só em solo americano mas também além fronteiras. Para Este e para Oeste. Costumo dizer, que J Dilla criou o som que definiu o género de música que me define, como pessoa. Ao ouvir o último álbum dos Slum Village re-afirmo. A influência está lá. Não poderia deixar de assim ser. Uma vénia a J Dilla, por favor.

Slum Village - Too Much

Os SV, que tive o prazer, felicidade, extâse de os ver há uns tempos no Plano B, em plena Baixa do meu Porto, têm tanto ouro nos álbuns que estão para trás que fica sempre a impressão que o tempo para eles já passou, especialmente porque a luz do génio, que fundou o grupo, já se apagou... Mas aí estão. Ei-los, vivos: T3 e Young RJ com Illa J, irmão mais novo de Dilla, sempre por perto . Uma compilação, que junta De La Soul, Phife Dawg, Bilal, BJ The Chicago Kid, etc, que faz jus ao passado da banda de Detroit, "Motor City finest is who we are". E quem produz? J Dilla... vivo ou morto, vive aqui: nas colunas do Sótão, que vibram para o chão, para as paredes, para o tecto. Para sempre dentro destas quatro paredes...

Uma das minhas bandas favoritas... de sempre, para sempre. Aqui do Sótão p'ró infinito. Infinitamente, inexplicavelmente, simplesmente....

TUXEDO

Francisco Espregueira

A já bem conhecida "Do It" tem quê? 2 anos e tal? Mais? Não sei... Mas ainda é música para aquelas grandes ocasiões. É música de extâse e celebração. Amo a "Do It". A letra é tão simples e básica, como é possível algo ser tão bom? Funky, funky, funky... amo! Gosto do facto de já a ouvir há anos e só agora ter o reconhecimento (questões de editoras obviamente): bem sei que é completamente irrelevante, mas faz com que seja um bocado minha. Estava lá quando saiu e vi nela aquilo que é hoje. É irrelevante, claro... mas não deixa de ser  verdade. Quem anda no Sótão sabe...

Tuxedo - The Right Time

Mas este post não é sobre a "Do It". É sobre o álbum, homónimo, que foi lançado este ano, com grande expectativa da minha parte. Não podia estar mais contente...  Cheio de soul, das que nos metem bem dispostos, das da ocasião. Aquelas em que está tudo de copo na mão a celebrar qualquer coisa. 12 músicas com basicamente o mesmo tema... O boggie de fim-de-semana em boa companhia. Seja esse fim-de-semana passado numa praia, numa piscina, numa disco. Tanto faz. Música, copos, amigos. Basta.

E assim este post tem vários vídeos escondidos atrás dessas imagens que marcam a imagem revivalista da Soul music dos anos 80', que Mayer Hawthorne e Jake One imprimem nas suas músicas.

Olho para o espelho... impecável? Não dá hipótese! Pisco o olho, tudo top! Saio do Sótão e vou para à noite em boa companhia.

Tuxedo - R U Ready?

Tuxedo - Watch The Dance