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Webmagazine and record label on underground house music & contemporary jazz. We're about music released by independent artists and labels.

Content

Daily Magazine on Underground House Music, Broken Beat, Contemporary Jazz & Soulful Vibes

notas

Francisco Espregueira

When you see somethin' ill... you know what I mean... that shit is woow

Batida de "93 til' Infinity" dos Souls of Mischief. Todas as rimas com o woow carregado no final. Homenagem em cru! purpan. - more or less. (x smuv.)

Puxando pelo baixo das colunas. eu-IV trabalha com a voz de Devin The Dude em "What a Job" e dá-lhe toques de jazz. eu-IV - Whatajob

Avançando por sons mais suaves e doces. Hip hop Instrumental de qualidade descoberto durante a semana. Para escutar no meio das rotinas diárias. AJMW - Canvas

ross from friends : "the outsiders"

Francisco Espregueira

O último elemento da trilogia desenhada com lançamentos marcados para 28 de Julho: Ross From Friends é o fecho com chave d'ouro. "The Outsiders" é o seu último trabalho, editado pela Magicwire. A expectativa criada por tudo o que faz desde "You'll Understand", coloca-o como um dos nomes do seu género musical que mais destaque teve durante o último ano. Justificado. Tanto por fãs como por parceiros criativos. Um prodígio.

"The Outsiders", que foi lançado fisicamente hoje e que deverá ser lançado aos poucos no online (costuma ser ao contrário), será o seu trabalho mais pensado e "livre". Os seus live sets ecléticos, demonstram um range musical e de influências alargado e isso estará presente aqui. A segunda faixa é um dos pontos altos - já deu para perceber que a quebra em "D1RT BOX" é maravilhosa. E eu gosto de quebras.

Hoje foi dia de "Suzinak", penúltima track do trabalho. Bem sombria, com viagem e guitarras distantes. Batidas a cair como gotas de chuva grossas. Em baixo.

oiôba & xxiii apresentam: baile maracujália

Francisco Espregueira

Dia 26 de Julho é amanhã. No Base a marca de biquinis Oiôba, em parceria com a nossa conhecida editora portuense XXIII, apresenta Baile Maracujália.

Por dentro do movimento, O Sótão, terá o prazer de estar presente e curtir nas ondas de Petit Piment, SHAKA LION e NOIA. Lembranças de todos eles na minha biblioteca sonora. BENT é novidade!

Mas antes lembro-me de ficar encantado com o posicionamento da marca Oiôba. Lembro-me deste vídeo:

Petit Piment vem de França com sotaque português abrasileirado. Lembro-me também quando me passou uma tracklist de uma das suas mix's... Doçura, com música carregada de sensualidade. A tal da Malandragem Suave.

Lembro-me de SHAKA me apresentar ao Sángo... gigante do movimento. Lembro-me do seu set em Lisboa e de entrar na sala e ouvir NxWorries. Boa onda. Poder. E sensualidade, claro, sobrevoando a quem baila. Mestre.

E NOIA, em casa, na sua cidade. Quantas vezes já não viciei em reposts seus no Soundcloud. Provavelmente possuidora de uma das maiores audiotecas dos ritmos nesta onda. Melhor escolha? Impossível. Idealista: a XXIII é, também, sua.

E BENT. Lembro-me de há poucos instantes a XXIII me mostrar BENT. Faixa. Sángo & Waldo. "Out". Jay-Z. "99 Problems". Conquistado. A voar do work para te ver também.

 

Vai ser muito baile. Muito Ritmo. Muito Baixo. E eu vou estar lá tipo "Sábio do Barraco".

PS: obrigado Sansai. Este som é da hora.

playlist #82

Francisco Espregueira

Primeiro, a bela "Claudi".

Depois a continuação da semana que acabou, com "The Feels", incluído no upcoming e aguardado "It Ain't Easy" de Hidden Spheres. Anthony Fade teve um magnífico release no mês passado, trazendo duas para esta lista, que se complementam: "What I Need" e "Brick Street".

Segue-se Leon Vynehall com um clássico. "This is The Place" é intemporal. "Say Yes" de Deejay Astral é uma homenagem justa ao clássico com o mesmo das Floetry. Por fim, a nova do mágico Ross From Friends - novidades seguem-se para os seus lados.

hidden spheres: "it ain't easy"

Francisco Espregueira

House & Plants: o belo género com que Hidden Spheres classifica o seu EP, "It Ain't Easy". E é assim que soam estas faixas. A segunda parte da trilogia das quintas feiras de Julho, recebe um dos habitués do Sótão. Dia 28 é também dia desta release.

Depois de dois grandes sucessos ("Waiting" e "By & Bye") lançados pela britânica Distant Hawaii, Hidden Spheres transfere-se para a editora mãe: a Lobster Theremin. "It Ain't Easy" contém quatro faixas de derreter corações, mantendo-se fiel à sua marca de suavidades sonoras. 

A abertura do EP define o mood impondo um ritmo profundamente meditativo. Os padrões naturais da batida são cruzados por melodias e vozes relaxantes, enquanto o sol desliza a linha do horizonte. Curiosidade enorme acerca da segunda faixa... ainda não lançada mas com os seus perfumes no preview do EP. Soa a uma casa com muitas plantas. House & Plants.

playlist #81

Francisco Espregueira

Melancolia de início. Letra bela de Biig Piig e a triste batida de "rua das flores" de Konteks.

Depois as ondas de baixa fidelidade nas produções de eu-IV e do feitiçeiro Knxwledge. Outros tempos, outros mandamentos sonoros nestas duas. Jay Z, na sua Golden Era, a dar uns toques no "Return to the Golden Era" de Awon & Phoniks, álbum habitual por aqui.

Mais baixos e upbeat's com a entrada da noite. Unda de Sango, sempre o acompanharemos. Depois de "Mona Lisa", a nova de Joey Bada$$ - "500 Benz" é produzido por Statik Selektah e isso basta-me para saber que o play valerá a pena.

"Linguistics" é para ouvir mais tarde. A outras rotações e com acompanhamentos.

laurence guy: "saw you for the first time"

Francisco Espregueira

Durante este mês, e às quintas-feiras, o Sótão será lugar de música house do mais alto quilate. O próximo dia 28 de julho trará para o mercado vários trabalhos de produtores, que nos últimos tempos têm marcado as playlists dos mais fiéis a este género. Pózinhos de lo-fi e jazz, mas sobretudo muito boa a onda, agora que o verão se intensifica. Estes sons, nos fins de tarde do bom tempo, ganharão um corpo diferente. O primeiro da trilogia é Laurence Guy.

"Saw You for the First Time" significa um retorno e poderá ser mesmo o seu melhor trabalho à data, mesmo sendo difícil de superar os excelentes "Kojak E.P." e "Thinking of You" - a faixa que o lançou na ribalta. Com release marcado para 28 de julho, eleva o nível, com atenção a tantos detalhes sublimes.

Highlights: "Saw You for The First Time" e "Claudi". Seguidas e opostas. A primeira com um ritmo certo em crescendo até às vozes e à trompete. A segunda não tem batida. Não necessita dela. Tem uma aura especial e distinta.

O play em baixo é altamente recomendável. Até à próxima quinta feira para mais sonoridades deste valor.

notas

Francisco Espregueira

The French Connection.

A segunda faixa do majestoso álbum "Clin d'oeil" dos Jazz Liberatorz é suave. Toca e relaxa quem a escuta. No mundo do Sótão isto é um clássico. O refrão entra, a flauta serpenteia pelos baixos e é impossível não sentir a boa energia que tem.

Meti no carro um CD antigo, gravado por mim, que começava com esta faixa. Os primeiros acordes da guitarra teleportam-me para trás no tempo. O suave toque do saxo... A entrada do piano seguida do baixo e da batida. Depois, a flauta.

just get in the rhythm with everything you got...

Duas faixas que revisito, de duas bandas francesas que educaram o hip hop do Sótão. A adolescência lá vai, fica a música que a acompanhou. Por um milésimo de segundo viajo no tempo para sentir exactamente o que vivi a dado momento quando as escutava. Lembro-me de sentir o flow das flautas.

afro chronicles : volume one

Francisco Espregueira

Este primeiro volume de "Afro Chronicles" chega-me pela mão da coletividade londrina Touching Bass, uma família de disciplos da música de alma negra. Ao longo de 12 faixas originais, um conjunto talentoso de artistas, forma aqui um trabalho prazeroso de escutar e coeso ao ponto de parecer liderado por um único maestro. Talvez sim, liderado por um único set of mind e por influências comuns entre todos.

O ADN da Touching Bass é demarcado abordando diferentes estilos musicais (sem nunca perder a tal coesão de sonoridades), sempre com faixas capazes cativar os sentidos, Melo-Zed abre as hostes, definindo as frequências em que "Afro Chronicles" andará, e Jake Milliner, acompanhado pela bela voz de Bubblerap, tem um dos melhores momentos do álbum, já por si recheado deles. Outro é "T's Dream" de Molinaro, com uma percurssão que não quero parar de ouvir - atenção ao min 1:03...

Há uma ideia, uma filosofia. O poster de "Afro Chronicles", desenhado por Mason London, transpõe isso mesmo. O  Sótão é lugar para coisas destas. O leitor de vinis, a colecção deles na prateleira, umas cervejas, boa gente e a noite lá fora. Aconselho o scroll down por esta página e pelos 12 posters que contam uma história. Podia ser a deste blog. Dizem eles, que este projeto da Touching Bass surgiu por acidente... como talvez todas as melhores coisas da vida.

It’s also a homage to the endz and space, concrete jungle meeting cosmic; two elements which influence us greatly.

Abençoado por "Afro Chronicles" e pela sua textura negra, mando isto do Sótão pró infinito. Merece ser escutado.

illa j : home

Francisco Espregueira

É raro um rapper aventurar-se, com tanto brio, em cantar. Illa J tem em "Home" um álbum em que mostra os seus dotes vocais, uma surpresa para quem conhece o trabalho do nativo de Detroit. Vira-se para as suas raízes e cria um trabalho muito pessoal, unindo seu o estilo habitual de rapper com momentos nas frequências do soul e r&b.

A última faixa tem o nome do álbum e é o primeiro single... e a partir do primeiro momento encanta. Um sentido "Baby I'm home, I'm home, I'm home" introduz a bela canção e está aqui como uma amostra perfeita daquilo que podem esperar de "Home", inteiramente produzido por Calvin Valentine. Os samples são, invariavelmente, baseados em muito conhecimento da música soul americana.

Destaco também a terceira "I Know" e a onda que tem quando irrompe a voz de Illa J, logo no início. Música para momentos próximos com alguém... O resto é material de qualidade semelhante - "Home" é um álbum que o Sótão não poderia deixar de referir.

Omnipresente influência de Illa J, é também aquela que nunca sairá daqui. J Dilla, seu irmão, está em tudo o que faz e, de uma forma ou outra, em quase tudo o que se ouve pelo Sótão.

playlist #80

Francisco Espregueira

Tudo começa bem devagar, nas lentidões sensuais deste mix de "Cleva" from Queen Badu. Rainha do nosso coração. Sempre com baixos bem pesados e ritmos quentes, passando pelas novas de Black Party, Remulak e Joe Corfield - estes dois últimos com álbuns recentes e fabulosos.

MF Doom é um tipo genial e, com tanto da sua obra ainda por descobrir, junta as suas rimas à bela "Couldn't Love You More" de Sade, num projeto, já de uns anos, denominado SADEVILLAIN. Por descobrir. Kianja tem algo de Sade, também... "On The Inside" deixa-me com sede de saber mais sobre a jovem londrina. 

E para acabar, devagar, de olhos fechados, escuto esses toques de R&B suaves e pesados ao mesmo tempo, na "Zé do Caroço" de Seu Jorge. 5ierra, te agradeço.