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Daily Magazine on Underground House Music, Broken Beat, Contemporary Jazz & Soulful Vibes

joe corfield : phase shift

Francisco Espregueira

Eis um nome novo no Sótão.

Com "Phase Shift", Joe Corfield introduz-se à generalidade dos amantes de Hip Hop. Aparece com novas ideias definidas neste seu álbum de vinte e três pequenas faixas, com sonoridades e nomes - bonitos, os nomes - que denotam viagem e cultura. O jovem produtor britânico apresenta-nos um sublime álbum que agradará aos inveterados apreciadores de hip hop, mundo fora.

O seu todo é bem complementado pelos dotes de colaboradores bem escolhidos. FloFilz, O'malley, Sigmund e Kosyne são figuras que o servem com naturalidade. Lançado pela editora alemã Radio Juicy, "Phase Shift" é um álbum refinado e mestre. Balanceia leveza com densidade e é uma das belas compilações para ouvir este verão. Viajando.

notas

Francisco Espregueira

A voz de Peven Everett parece destinada a estas ondas. Durante sete minutos e meio conquista-nos a alma e os movimentos tornam-se mais leves, "Gabriel", de Roy Davis Jr. e seu parceiro, é música de fim de tarde.

intervalo...

As sonoridades podem não ter nada a ver, mas fucionam juntas. A semana em volta de Edgar The Beatmaker e sua crew, fez-me notar a relação entre o hip hop e este soulful house.

Assim, poderia imaginar o louco MC Pinty, membro místico desse movimento londrino de música, a versar à sua maneira em cima deste remix dos Groove Chronicles. "We Can Get Down" de Myron é um clássico de R&B dos anos 90' e leva aqui com doses aceleradas de linhas de baixo.

edgar the beatmaker

Francisco Espregueira

Isto já tem uns anos. Deparei-me com ele e reconhecio-o. "Darkest Shades of Blue" é um pequenino álbum de Edgar The Beatmaker, que é nada mais nada menos que mais uma das alisases de Archy Marshall - ou DJJD Sports, ou Zoo Kid, ou King Krule...

Reconheci coisas transversais ao trabalho de Archy, que já distingo tão bem. Sombrio, algo de sinsitro, melancólico... mas acima de tudo cru. Raw. Talvez tenha sido por isso que foi tão fácil saber que era ele. As sonoridades do movimento de hip hop de Sul de Londres, por estes dias inspiradíssimo, também aqui como pano de fundo omnipresente.

"Darkest Shades of Blue", junta malta amiga: Jada Sea, Jesse James (de que já falei aqui) e também a nova descoberta do Sótão: MC Pinty. - o tipo anda em ondas muito avançadas. De 2013 a 2017, estes miúdos cresceram, mas hoje aqui fica, em raw, os toques de Edgar The Beatmaker e a sua crew.

playlist #79

Francisco Espregueira

take it easy, my brother. there’s always another day.
there’s always an easy way. there’s plenty time of tomorrow. but today... just click on the button that says play.

A febre do verão em 7 faixas que se escutariam já sob a influência de uns "refrescos". Frequências de música de dança mas sem puxar aos excitamentos que essa definição possa indicar. Isto merece ser apreciado.

A primeira é a pedra de toque para as restante. "Brandschatzer" é divinal. Assim como o último EP de Scissorwork, representado aqui por "Homewrecker". Noto a voz de Archy Marshall (ou King Krule) em "Honey" de Kofi, que me encanta por parecer que vem de um submundo louco... "say what?".

Depois as coisas ganham outras formas. O remix de "Remind Me" de Patrice Rushen por Murphy 2080 esgotou-me os replays... Um clássico. Para sempre clássico. Ondas positivas com a nova de Alkalino, acabando em beleza com uma habitual no Sótão. "Set It Out" de Omar S é sempre bem vinda.

notas

Francisco Espregueira

A influência evidente de Jay Dee e Pete Rock nesta "Strugglas Theme". O flow é inacreditável e acompanha todo este álbum de Kev Brown. "I Do What I Do" é uma lembrança antiga que passou demasiado tempo com pó por cima. O quilate é tão alto... "Hennessy pt1" segue-lhe com as mesmas influências.

Falei tanto acerca de Onra, que achei não ter dado o destaque suficiente ao que se segue. "Anything" é uma all-time fav do Sótão. A batida vintage é o som de umas enormes e desapertadas Reebok's brancas a bater no chão. É quase palpável a ganga larga que se move numa dança desajeitada... é quase visível o início dos anos 90'. Impossível não acompanhar a melodia da última vez que se ouve na música :

any-thaang

iam ddb

Francisco Espregueira

keep it g, of course...

O mote de IAM DDB refere-se ao amor que um deve manter por si próprio e pelos que o rodeiam mais proximamente, puxando da inicial de gangsta para reforçar o respeito devido a todos os que têm um similar background. 

Vai entoando a frase por diversas vezes ao longo das suas músicas - como que se relembrando da linha que segue - na sua doce voz que lhes confere um tom de jazz urbano. Explorando o seu atrevimento lírico através dessa sua voz, em cima de produções obscuramente atraentes, IAM DDB tem definitivamente um toque próprio.

"Wavey, soothing and freeing", as três palavras com que define a sua arte.

Tem neste momento dois EP's editados ("WAEVEYBBY VOLUME 1", de 2016, e "Vibe, Volume 2", de 2017) e uma dezena de faixas avulsas, cheias de colaborações de nomes novos da cena hip hop e soul britânica, mais precisamente vindos de Manchester, a sua cidade, onde tudo parece muito inspirado por estes dias. IAM DDB não pára, e desde de 2016 que vem garantindo a marca do seu nome a cada release que faz. A música "Leaned Out", com INKA, é uma das melhores coisas que se escutou por aqui nos últimos tempos.

You think you’re the wave I beg to differ
I, inherited the wave I am different cloths, different prices, different scars
Different, seduction, abduction

Ainda a descobrir cada detalhe - e a deixar-se seduzir por eles - tomarei o moto: keep it g. of course.

playlist #78

Francisco Espregueira

#78. Da última para a primeira.

Yogisoul não se conteve em mixar o hit "Good Morning" da linda Joyce Wrice. Antes, e em bpm's na mesma onda, "Got Me Thinkin'" dos britânicos The Mouse Outfit tem uma base deliciosa...

Também a nova release de Charlotte dos Santos, com uma canção bonita e terna, tem lugar especial neste fim-de-semana. Antecedem-lhe o core da lista, nas sonoridades da Neo Soul. Nomes que me enchem as medidas agora que os vejo juntos: Miles Bonny, mixado por Tall Black Guy; Poppy Ajudha, por Tom Misch; James Chatburn, que me foi introduzido por Jordan Rakei.

Assim que começar "Without A Clue", dos 1978ers, será difícil não sentir o movimento da cabeça, ritmadamente a acompanhar. Complemento perfeito da primeira na lista: o novo de álbum de Illa J supreenderá por escutarmos um rapper a cantar e a expectativa é, neste momento, enorme. "Home" é qualidade vintage.

Baby I'm home, I'm home, I'm home...

onra

Francisco Espregueira

Bom, em poucas palavras, o Sótão nunca será o Sótão sem Onra. A obra invejável, fortemente influenciada pela era dourada do Hip Hop e R&B, tem na trilogia "Chinoiseries", com infusão de ritmos orientais, a front cover de todos os seus trabalhos. A terceira parte lançada em março deste ano é o epítemo da sua genialidade. Níveis insanos de originalidade, viagem e lindas sonoridades aqui em baixo... não se arrependerão. Virtuoso, o francês.

10 anos de pesquisas por longíquos e orientais vinis que resultaram em 100 faixas e três álbuns inacreditáveis. Convidando à escuta faixa a faixa, sabendo que o álbum - e a viagem - vale mais como um todo

Homem de poucas palavras, valiosas quando as usa para descrever sua obra...

I see the first Chinoiseries as a trip, inspired by my own first travel to Asia, each beat representing one particular moment of the journey, the second one, more like a soundtrack to a movie, each beat representing a different scene, and the third one, I tried to create a dark, smoky and mysterious cinematic atmosphere so you could create your own movie in your head
— Onra

O destaque vira-se agora para "Fundamentals", datado de 2015 que aborda ondas de Hip Hop e R&B homenageando a Golden Era - agradeço... venero. As seis faixas em baixo são um teaser para escutar todo o álbum. Dificil de resistir. Beats retro-futuristas acompanhados de colaborações deliciosas.

E é play nisso. E na "Anything" brindamos com as minis que estão a gelar. O vinil a girar, abro a primeira, murmurando "We Ridin'", vivendo o que não vivi na West Coast americana nos saudosos 90'. Homeanageando o movimento...

biig piig

Francisco Espregueira

A fluída fusão de elementos de R&B e hip hop com uns subtis e ocultos toques de jazz conseguidos pela britânica Jess Smyth que esculpiu um estilo tão próprio. A performance na influente plataforma para desconhecidos artistas COLORS BERLIN, agitou as águas da sua precoce carreira, que segue sob o pseudónimo de Biig Piig. Agitou também os meus últimos dias, em que me debrucei sobre as escassas faixas de sua autoria que por aí circulam.

Look tão próprio também...

A sua voz sopra suavemente pequenas histórias em cima de produções perfeitas para as horas em que a calma impera. Mantendo um tom liberto, pessoal e honesto nas suas palavras, Biig Piig intenciona provocar um sentimento livre de julgamentos e convidar-nos a dissipar nas melodias.

Atualmente a trabalhar no seu primeiro EP, tem no Sótão um dos primeiros lugares onde se escutará todas as suas historinhas tão bem contadas.

fredfades : "warmth"

Francisco Espregueira

Desde que conheci a música de Fredfades que fiquei com a melhor impressão do tipo. Uma espécie de professor de conhecimento musical. Ouço-o com atenção e idolatrando os conteúdos das suas produções.

Conhecido por produzir diversos projectos do seu conterrâneo Norueguês Ivan Ave e por estar associado a todo esse sublime movimento de hip hop vindo do norte da Europa, Fred tem vindo a deixar a sua marca com sonoridades de assinatura. Calorosas batidas em cima de cortes e recortes de puro jazz e música soul... A busca incessante de Fredfades pela próxima batida tem a sua primeira compilação a título individual - "Warmth", toca... respiro, inspiro-me e escrevo. Disfruto.

Colaborações insanas ao longo das 16 faixas de "Warmth": Ivan Ave (claro está), Mndsgn, MED, MoRuf, Dialete, Nanna B, Chester Watson... pfff! Produtor prodigioso, Fredfades, tem belas companhias que lhe retribuem a magia na mesa de mistura.

Os domingos a disfrutar com batidas de Fred... algo usual nos últimos tempos. Conheçam "Warmth".